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De cabanas a castelos, novidades da Leading Hotels of the World

Em Paris, o tradicional Ritz fecha as portas por 27 meses para reforma


Cabana do Gstaad Palace, na Suíça, uma das novidades do The Leading Hotels of the World
Foto: Divulgação Cabana do Gstaad Palace, na Suíça, uma das novidades do The Leading Hotels of the World Divulgação

RIO - Isolada no meio das montanhas nos Alpes suíços, a casa de fazenda que aparece na foto acima é uma espécie de posto avançado do Gstaad Palace, um dos mais luxuosos do país, integrante da The Leading Hotels of the World. Desde setembro do ano passado o exclusivo refúgio recebe hóspedes do hotel, até quatro por vez, para curtas temporadas. Essa foi uma das novidades anunciadas ao mercado brasileiro de turismo na semana passada, durante o encontro anual realizado pela associação hoteleira, no Copacabana Palace. Novos membros, como o Canyon Ranch, em Miami, e antigos, como o Ritz de Paris, participaram do evento com intenção de atrair mais visitantes brasileiros.

A casinha montanhesa rústica do Gstaad Palace, chamada The Walig Hut, está a 1.700 metros de altitude e foi construída em 1786 para abrigar criadores de gado no verão. Agora, só funciona por três meses no ano e pode receber até um casal com dois filhos, que pagam 1.600 francos suíços por noite (cerca de R$ 3 mil), com café da manhã e jantar incluídos.

É um lugar para se isolar do mundo e relaxar. O ambiente é rústico, o celular não pega, não tem internet e a energia é solar. Mas garanto a você que nós vamos lá preparar um grande jantar diz Michael Lehnort, diretor de vendas e marketing do hotel.

Em tempos de crise econômica na Europa, a Leading Hotels comemora os bons resultados no Brasil.

Em 2011 a rede teve um aumento de 20% nas vendas, em relação a 2010. Para este ano esperamos crescer cerca de 40%. Já somos o terceiro mercado da Leading, atrás apenas de Estados Unidos e Reino Unido conta Sheila Mueller, relações-públicas da associação no Brasil.

Daí a importância atual do nosso mercado para esses hotéis. Um dos estreantes no evento, o Canyon Ranch, em Miami, tem metas bastante ambiciosas por aqui.

Entramos para o grupo em janeiro e temos como meta crescermos 100% este ano em vendas no Brasil, em parte por conta do ingresso na associação diz Alexandra Novella, gerente nacional de vendas do hotel.

Um último drinque com Hemingway

Inaugurado em 1898, o Ritz de Paris, um dos preferidos dos brasileiros na capital francesa, fecha as portas pela primeira vez no verão europeu, em julho ou agosto, para uma reforma prevista para durar 27 meses.

O estilo clássico do hotel, que nunca fechou para obras desde que abriu as portas, será mantido. Vamos renovar a estrutura e o sistema de ar-condicionado, mas sem desvirtuar a imagem do Ritz. Não vai ter nada de Philippe Starck adianta Stéphanie dAboville, diretora de vendas e marketing do hotel. Antes de fechar, estamos com novidades para atrair nossos clientes para uma despedida, como a mesa do chef, dentro da cozinha do LEspadon, onde o chef Michel Roth têm servido jantares exclusivos e memoráveis. Muita gente tem nos visitado depois que anunciamos a reforma, nem que seja só para um drinque no Bar Hemingway diz a executiva.

Mostrando que o Brasil é um mercado cada vez mais importante quando o assunto é turismo de luxo, alguns hotéis vieram pela primeira vez, como o Ashford Castle, na Irlanda, um castelo suntuoso do século XIII, à beira de um lago, com jardins simétricos e uma decoração clássica, com móveis antigos.

Com a crise na Europa o Brasil ganhou ainda mais importância, e todos querem chamar a atenção. Ainda somos pouco conhecidos aqui, mas por pouco tempo diz Paula M. Carroll, diretora de vendas e marketing do hotel.

O grupo indiano Taj Hotels, Resorts and Palaces aproveitou para apresentar alguns dos programas para lá de exclusivos vendidos aos seus hóspedes, como os jantares com um marajá.

A Índia é um lugar para se viver experiências diferentes, como participar de uma partida de pólo montado em um elefante. Brasileiros estão cada vez mais visitando o país justamente em busca desse tipo de vivência conta Josy Karabolad, gerente regional de vendas do grupo indiano.