Assassino vira herói em Honduras ao salvar vítimas de incêndio
Presidente Porfirio Lobo perdoa condenado que arriscou a vida para abrir celas
22/02/2012 - 16h00 | O Globo
TEGUCIGALPA O governo de Honduras perdoou Marco Antonio Bonilla, de 50 anos, condenado por homicídio. Chaparro, como é conhecido, salvou a vida de centenas de presos no incêndio que matou 360 pessoas na prisão de Comayagua na semana passada. Ele pôs sua vida em grande risco para tentar salvar a de outros na tragédia afirmou o presidente hondurenho, Porfirio Lobo, durante uma reunião ministerial transmitida pela TV. Enquanto os guardas da prisão corriam para se salvar, Bonilla que conseguiu se libertar no início do incêndio usou as chaves para abrir as celas superlotadas e também usou um banco forçar a fechadura. Segundo o jornal britânico The Guardian, há duas versões para a história. Alguns presos afirmam que ele pegou as chaves de um guarda que fugiu, e outros contam que o preso arrancou as chaves de um agente em choque diante do fogo e dos gritos dos prisioneiros. Chaparro foi o único corajoso, o único com honra disse o sobrevivente Rosendo Sanchez. Faltavam quatro anos para Bonilla completar a sentença de 20. Ele fora condenado por matar um homem e ferir outros dois que haviam espancado seu pai. Na penitenciária, ele trabalhou como enfermeiro e podia cumprir a pena separado dos outros presos. A prisão de Comayagua havia 850 presos, o dobro de sua capacidade. No incêndio, 359 homens e uma mulher que visitava o marido no Dia dos Namorados morreram. O conjunto de trágicos eventos a superlotação da cadeia, a incompetência dos guardas, a inabilidade dos bombeiros em apagar as chamas rapidamente, a falta de atenção com as famílias das vítimas transformou Bonilla no único e inusitado candidato a herói para o país.
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