Rio Acre baixa 55 centímetros, mas situação ainda é preocupante
Com12 mil desabrigados no estado, governo do Acre desloca PMs para a cidade de Brasileia
22/02/2012 - 15h00 | O Globo
BRASÍLIA e RIO O governador do estado do Acre, Tião Viana, se deslocou na manhã desta quarta-feira à cidade de Brasileia, onde seis mil pessoas estão desabrigadas por causa das fortes chuvas que atingiram a cidade. Segundo o governador, o nível do Rio Acre já baixou 55 centímetros, mas a situação ainda é preocupante. Em todo o estado, mais de 12 mil pessoas estão desabrigadas. Pela manhã, Viana esteve reunido com membros da força de segurança para planejar ações para a cidade, e após a reunião, o governador afirmou, em sua conta no Twitter, que 30 policiais militares seriam enviados à Brasileia. Além disso, um hospital de campanha das Forças Armadas será montado para atender aos pacientes, informou o governo do estado. Viana descreveu a cheia do Rio Acre como uma verdadeira tragédia e destacou, após sua visita ao município atingido, que esta é a maior cheia que a cidade já viveu, pelo site de microblogs. As famílias desabrigadas em Brasileia, que correspondem a 45% da população urbana do município, estão alojadas em igrejas, escolas e ginásios. Um pavilhão do Hospital das Clínicas Raimundo Chaar foi interditado por problemas estruturais causados pelas águas. Rio Branco tem 45 bairros alagados De acordo com a Prefeitura de Rio Branco, 45 bairros continuam alagados e 14.300 imóveis inundados. Uma parte da cidade ficou isolada devido ao transbordamento do Riozinho do Rola um dos afluentes do rio Acre e os moradores receberam alimentos com a ajuda de um helicóptero. A Secretaria estadual de Comunicação do governo do Acre informou ainda que 600 ribeirinhos foram afetados pelas cheias dos rios. No Amazonas, segundo a Defesa Civil, há cerca de seis mil famílias desabrigadas por conta das chuvas. Sete cidades sofrem com o problema. Os municípios de Carauari, Juruá e Itamarati receberam alimentos, medicamentos e materiais de limpeza e higiene pessoal por meio de aviões e barcos. Moradores de Eirunepé, Guajará, Ipixuna e Envira também têm apoio.
|