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Sob os escombros, um emocionante final feliz

Cabo resgatou zelador, que conseguiu pedir socorro de uma forma inacreditável


Marcelo já de alta
Foto: Reprodução de TV Marcelo já de alta Reprodução de TV

RIO - Marcelo Antunes Moreira, de 50 anos, trabalhava como zelador do prédio de dez andares, um dos três que ruíram na Cinelândia. No momento exato da desmoronamento, Marcelo se encontrava no sexto pavimento do edifício e num piscar de olhos, após um grande estrondo, ele acabou soterrado por uma pilha de concreto.

Fiquei orando a Deus e pedindo calma, calma, calma, que alguém vem me socorrer conta Marcelo, que conseguiu sobreviveu ao desastre, um fato que ele não sabe explicar.

O outro personagem dessa história é o cabo Daniel Pinho, do Bombeiros, que foi ao local do desabamento minutos após a tragédia. Foi ele que resgatou Marcelo, que conseguiu pedir socorro de uma forma inacreditável.

Quando subimos a montanha de entulho dos três prédios desabados, eu comecei a conversar com o pessoal do outro prédio que estava preso no sexto andar. E escutava uma voz de um cidadão que dizia: "eu estou no sexto andar, eu estou no sexto andar". Procurei e não vi nada, foi quando ele tocou no meu coturno, olhei pra baixo e ele falou que eu estava em cima dele. Então respondi que ele não estava no sexta andar, ele estava no primeiro andar. É inexplicavel que esteja vivo afirma o bombeiro.

Assim, Marcelo conseguiu escapar do horror de ser enterrado vivo. O sobrevivente sofreu ferimentos no rosto e nos braços (um deles e uma das pernas ficaram presas aos escombros). Ontem, ele esteve no Hospital Souza Aguiar para uma avaliação médica e revisão dos curativos. Em seguida, Marcelo recebeu alta.

Ainda muito abalado com o que aconteceu, o zelador conta ainda apresentar dificuldades para caminhar. Ao uma equipe da TV Globo, ele se emocionou, na saída do hospital, ao relembrar o momento do desabamento do prédio e, especialmente o momento em que foi resgatado.

Eu meu lembro que estava no sétimo andar e escutei um barulho no prédio ao lado. E de repente só vi as coisas caindo. Deu tempo para correr para o hall, e só deu tempo de virar e quando vi... Depois é que eu fui saber que eu estava no sexto andar. Minha perna direita ficou presa e minha mão também. Foi sufocante. A mão esquerda estava solta e deu pra mexer na perna do bombeiro. E também gritei. Foi muito rápido. Graças a Deus chegaram os bombeiros. Pensei na família. É muito triste conta ele, com lágrimas nos olhos.

Aliviado com o final feliz dessa história, André, irmão dele, diz que o zelador que quer conhecer o bombeiro que o salvou.

Ele diz que quando melhorar, vai pagar um almoço para ele. É o que a gente pode fazer. O que ele (bombeiro) fez não tem preço disse André à TV Globo.